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PCO · Partido da Causa Operária

Rui Costa Pimenta

Rui Costa Pimenta

29vice Antônio Carlos (PCO)

Rui Costa Pimenta, 69 anos, é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO) desde a fundação do partido, em 1995. Participou da fundação do PT em 1980 e foi dirigente da CUT na Grande São Paulo antes de romper com o PT em 1992. Foi candidato a presidente em 2002, 2010 e 2014 (em 2006 teve o registro negado pelo TSE); em 2018 e 2022 o PCO apoiou a candidatura de Lula.

Principais propostas do programa

  1. 01Reposição integral das perdas salariais, aumento emergencial de 50% de todos os salários e salário mínimo de ao menos R$ 7.500, com reajuste automático a cada 3% de inflação.p. 2
  2. 02Redução da jornada para 35 horas semanais (7 horas por dia, 5 dias por semana) sem redução de salário, com proibição de demissões.p. 2
  3. 03Revogação da reforma trabalhista e da reforma da Previdência, com imposto sobre grandes fortunas para financiar aposentadorias.p. 3
  4. 04Cancelamento de todas as privatizações já feitas (Eletrobras, Vale, bancos etc.) e Petrobras 100% estatal sob controle dos trabalhadores.p. 3
  5. 05Fim do teto de gastos e da Lei de Responsabilidade Fiscal, com mais verbas para saúde, educação e manutenção da estabilidade dos servidores.p. 4
  6. 06Reforma agrária com expropriação do latifúndio e demarcação das terras indígenas.p. 4
  7. 07Estatização do sistema financeiro em um banco estatal único, fim da independência do Banco Central e cancelamento das dívidas interna e externa.p. 6

Posições em 22 temas

21 conhecidas · 1 sem evidência

Cada posição traz o nível de evidência, a confiança e as fontes. Toque em “por que atribuímos” para ler a citação.

Economia e Estado

O governo federal deveria privatizar mais empresas estatais.

Discorda totalmenteConfiança altaPrograma de governo (TSE)
discorda
concorda

O programa propõe o oposto de privatizar: cancelar todas as privatizações já realizadas e reestatizar empresas como Eletrobras e Vale, além de barrar a venda de Correios, Petrobras e Caixa.

Por que atribuímos esta posição? · 2 fontes
  • Programa de governo

    É preciso cancelar a venda do patrimônio do povo brasileiro e reestatizar todas as empresas entregues ao capital estrangeiro por verdadeiros lesa-pátria.

    Programa de governo, página 3

  • Programa de governo

    Cancelamento de todas as privatizações realizadas (Eletrobrás, Vale, bancos, telefonia etc.)

    Programa de governo, página 3

O governo deve cumprir um limite rígido de gastos públicos, mesmo que isso signifique investir menos em programas sociais.

Discorda totalmenteConfiança altaPrograma de governo (TSE)
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concorda

O programa pede explicitamente o fim do teto de gastos e da Lei de Responsabilidade Fiscal e afirma que não pode haver limite de gastos para a saúde, ou seja, rejeita qualquer regra rígida de despesas.

Por que atribuímos esta posição? · 2 fontes

Pessoas muito ricas deveriam pagar mais impostos, por exemplo sobre lucros, dividendos ou grandes fortunas.

Concorda totalmenteConfiança altaPrograma de governo (TSE)
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concorda

O programa propõe imposto sobre grandes fortunas e defende que a tributação recaia somente sobre os ganhos dos capitalistas e grandes fortunas, eliminando impostos sobre consumo e salários.

Por que atribuímos esta posição? · 2 fontes
  • Programa de governo

    Fim dos impostos sobre o consumo e os salários. Imposto somente sobre os ganhos dos capitalistas e grandes fortunas.

    Programa de governo, página 6

  • Programa de governo

    Imposto sobre as grandes fortunas para garantir os recursos necessários para as aposentadorias e pensões

    Programa de governo, página 3

Uma reforma administrativa deveria acabar com a estabilidade no emprego para novos servidores públicos.

Discorda totalmenteConfiança altaPrograma de governo (TSE)
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concorda

O programa se opõe frontalmente ao fim da estabilidade e vai além: pede estabilidade imediata para servidores contratados de forma precária e concursos periódicos para repor o quadro.

Por que atribuímos esta posição? · 2 fontes
  • Programa de governo

    Não ao fim da estabilidade dos servidores públicos

    Programa de governo, página 4

  • Programa de governo

    Contra as terceirizações; estabilidade imediata para todos os servidores contratados precariamente, com isonomia de direitos e salários

    Programa de governo, página 4

Trabalho e renda

A escala de trabalho 6x1 deveria acabar, com redução da jornada sem redução de salário.

Concorda totalmenteConfiança altaPrograma de governo (TSE)
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concorda

O programa propõe jornada máxima de 7 horas por dia em 5 dias por semana (35 horas), sem prejuízo dos salários, o que equivale ao fim da escala 6x1 por lei e vai além da proposta em debate no Congresso.

Por que atribuímos esta posição? · 2 fontes
  • Programa de governo

    Redução da jornada de trabalho para o máximo de 7 horas por dia, 5 dias por semana (35 horas semanais): trabalhar menos para que todos trabalhem

    Programa de governo, página 2

  • Programa de governo

    Para acabar com o desemprego e gerar milhões de novos postos de trabalho, é preciso conquistar a redução da carga horária sem prejuízo dos salários.

    Programa de governo, página 2

Programas de transferência de renda como o Bolsa Família deveriam ser ampliados.

Concorda totalmenteConfiança altaPrograma de governo (TSE)
discorda
concorda

O programa propõe elevar o Bolsa Família para pelo menos um salário mínimo, uma ampliação expressiva do valor atual, ainda que a redação a condicione à duração da 'situação de caos atual'.

Por que atribuímos esta posição? · 1 fonte
  • Programa de governo

    Auxílio emergencial de verdade, Bolsa Família de pelo menos um salário mínimo, enquanto durar a situação de caos atual

    Programa de governo, página 2

As regras trabalhistas deveriam ser flexibilizadas para reduzir custos de contratação, mesmo com menos garantias ao trabalhador.

Discorda totalmenteConfiança altaPrograma de governo (TSE)
discorda
concorda

O programa propõe o oposto da flexibilização: cancelar a reforma trabalhista de 2017, restabelecer integralmente a CLT, acabar com a terceirização e ampliar a legislação de proteção ao trabalhador.

Por que atribuímos esta posição? · 2 fontes
  • Programa de governo

    Cancelamento da "reforma" trabalhista, retorno e ampliação de toda a legislação de proteção dos trabalhadores

    Programa de governo, página 3

  • Programa de governo

    imponha o imediato restabelecimento de toda a CLT e o fim da terceirização, com direitos iguais para todos os trabalhadores

    Programa de governo, página 3

Segurança pública

O acesso da população a armas de fogo deveria ser facilitado.

Concorda totalmenteConfiança altaPrograma de governo (TSE)
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concorda

O programa defende o direito de autodefesa e o armamento de trabalhadores do campo e indígenas; em entrevistas recentes o candidato foi além e disse ser contra o desarmamento e favorável a que qualquer cidadão possa possuir e portar armas. Combinamos programa (nível 1) e declarações diretas (nível 2).

Por que atribuímos esta posição? · 3 fontes

A maioridade penal deveria ser reduzida de 18 para 16 anos.

Discorda totalmenteConfiança altaDeclaração ou ato do candidato
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O programa não trata do tema, mas o candidato declarou em 2025 que a redução da maioridade penal 'só serve para encarcerar a juventude pobre' e voltou a criticá-la em agosto de 2026; o partido também se declara absolutamente contra qualquer endurecimento penal.

Por que atribuímos esta posição? · 3 fontes

Facções criminosas deveriam ser classificadas como organizações terroristas, com uso das Forças Armadas no combate a elas.

Discorda totalmenteConfiança altaPrograma de governo (TSE)
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O programa propõe dissolver a Polícia Militar e todo o aparato repressivo, e o candidato chamou o PL Antifacção de 'lei de ditadura' e disse que o combate ao crime organizado é 'um pretexto para reprimir a população pobre'. Posição oposta a tratar facções como terrorismo e usar as Forças Armadas.

Por que atribuímos esta posição? · 3 fontes

O porte de drogas para uso pessoal deveria ser descriminalizado.

Concorda totalmenteConfiança altaDeclaração ou ato do candidato
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O programa não menciona drogas, mas o candidato defende a legalização de todas as drogas de forma consistente desde 2014 ('um crime inventado') e, em 2025, voltou a afirmar que 'a proibição é nefasta para a sociedade'. Isso vai além da descriminalização do porte para uso pessoal.

Por que atribuímos esta posição? · 3 fontes

Sociedade e direitos

O aborto deveria ser legalizado até determinada fase da gravidez.

Concorda totalmenteConfiança altaDeclaração ou ato do candidato
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concorda

O programa não trata do tema, mas o candidato defende a legalização do aborto há anos ('Somos a favor do aborto'; 'a proibição do aborto é uma escravidão da mulher') e, em entrevista ao Poder360 em agosto de 2026, defendeu a legalização integral, argumentando que a decisão deve ser individual e o Estado, laico.

Por que atribuímos esta posição? · 3 fontes

As cotas raciais em universidades e concursos públicos deveriam ser mantidas ou ampliadas.

Tende a concordarConfiança baixaReportagem citando o candidato
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Segundo reportagem de 2026, Pimenta disse que o PCO apoiou as cotas por serem uma reivindicação do movimento negro, mas que não são a proposta central do partido: sua bandeira é o fim dos vestibulares e o livre ingresso de todos na universidade. Não se opõe às cotas, mas prefere substituir todo o sistema de seleção.

Por que atribuímos esta posição? · 3 fontes

O governo deveria acelerar a demarcação de terras indígenas.

Concorda totalmenteConfiança altaPrograma de governo (TSE)
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concorda

O programa pede a demarcação e posse da terra para todos os indígenas das retomadas e a expulsão dos latifundiários que invadiram terras indígenas, dentro de uma reforma agrária com expropriação do latifúndio.

Por que atribuímos esta posição? · 1 fonte
  • Programa de governo

    Demarcação e posse da terra para todos os índios das retomadas; expulsão dos latifundiários que invadiram as terras dos índios

    Programa de governo, página 4

Escolas públicas deveriam abordar diversidade de gênero e orientação sexual em sala de aula.

Sem posição conhecidaNenhuma evidência encontrada
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O programa não trata do tema. O candidato critica a 'ideologia de gênero' como conceito ('não existe gênero'), mas não encontramos declaração sua sobre abordar ou proibir o assunto nas escolas; como ele também defende 'liberdade irrestrita de expressão' e é contra censura nas escolas, não é seguro inferir uma posição.

Por que atribuímos esta posição? · 1 fonte

O governo federal deveria expandir o modelo de escolas cívico-militares.

Discorda totalmenteConfiança baixaPosição do partido
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Não encontramos declaração direta do candidato, mas o site oficial do PCO afirma que o partido 'defende o fim de qualquer política de militarização das escolas', e o programa pede gestão escolar eleita pela comunidade e o fim da 'ditadura nas escolas'.

Por que atribuímos esta posição? · 2 fontes
  • PartidoPartido da Causa Operária (site oficial)2024-04-09

    O PCO defende o fim de qualquer política de militarização das escolas.

    Militarização das escolas – verbete

  • Programa de governo

    Abaixo a ditadura nas escolas e a perseguição aos professores e estudantes; eleição direta de todos os postos de gestão

    Programa de governo, página 5

Meio ambiente e energia

A exploração de petróleo na Margem Equatorial, na Foz do Amazonas, deveria ser autorizada.

Concorda totalmenteConfiança altaDeclaração ou ato do candidato
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concorda

Em entrevista de 2025 o candidato defendeu explicitamente a exploração de petróleo na Margem Equatorial, disse que a alegação de dano ambiental não se sustenta e chamou a oposição ao projeto de serviço ao imperialismo. O programa reforça: Petrobras 100% estatal e riqueza do petróleo a serviço do povo.

Por que atribuímos esta posição? · 2 fontes

Quando proteção ambiental e expansão do agronegócio entram em conflito, a proteção ambiental deve ter prioridade.

Tende a discordarConfiança baixaDeclaração ou ato do candidato
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Posição atípica: o candidato é hostil ao agronegócio (propõe expropriar o latifúndio), mas trata restrições ambientais como bloqueio imperialista ao desenvolvimento e defende explorar as riquezas da Amazônia 'em benefício do povo'. Tende a não dar prioridade à proteção ambiental, embora não por defender o agro; confiança baixa pela ambiguidade.

Por que atribuímos esta posição? · 3 fontes
  • CandidatoBrasil 2472025-02-28

    Eles não querem que o Brasil construa ferrovias, não querem que o Brasil tenha hidrelétricas, e agora tentam barrar a produção de petróleo. O país está totalmente bloqueado

    "A esquerda que se opõe à Margem Equatorial serve ao imperialismo", diz Rui Costa Pimenta

  • Programa de governo

    Defesa da soberania e da unidade nacional, com o controle das organizações populares e dos índios sobre as riquezas do território amazônico e da sua exploração em benefício do povo

    Programa de governo, página 7

  • Programa de governo

    O latifúndio mata de fome e de bala milhares de brasileiros. É urgente a luta pelo fim dos latifúndios e o direito à terra para todos que nela trabalham

    Programa de governo, página 4

Instituições e mundo

Ministros do STF deveriam ser escolhidos por eleição popular, e não indicados pelo presidente.

Concorda totalmenteConfiança altaPrograma de governo (TSE)
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concorda

O programa propõe literalmente a eleição de todos os juízes pelo voto popular, com mandatos revogáveis, junto com o fim do próprio STF. É a defesa mais explícita da afirmação no campo.

Por que atribuímos esta posição? · 2 fontes
  • Programa de governo

    Fim do Supremo Tribunal Federal (STF); eleição de todos os juízes e procuradores pelo voto popular e com mandatos revogáveis.

    Programa de governo, página 6

  • Programa de governo

    Acabar com a ditadura do Judiciário, que atua acima dos demais poderes e pisoteia a vontade popular e a Constituição

    Programa de governo, página 6

Os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 deveriam receber anistia.

Concorda totalmenteConfiança altaDeclaração ou ato do candidato
discorda
concorda

O programa não menciona o tema, mas o candidato declarou em 2026 que daria anistia a Bolsonaro e aos presos do 8 de janeiro, chamou o julgamento de 'farsa' e disse preferir que o processo fosse cancelado. Em 2023 defendia punição individualizada por vandalismo, mas desde 2024 defende anistia aos condenados.

Por que atribuímos esta posição? · 3 fontes

O governo deveria regular as redes sociais e big techs, com obrigações de remoção de conteúdo ilegal e desinformação.

Discorda totalmenteConfiança altaPrograma de governo (TSE)
discorda
concorda

O programa defende liberdade irrestrita de expressão na internet, o fim de todo tipo de censura e a revogação da 'Lei Felca'; o candidato chamou o PL 2630 de armadilha que valida a censura e diz que a regulação cria um 'clima de intimidação permanente'.

Por que atribuímos esta posição? · 3 fontes

O Brasil deveria se aproximar mais dos Estados Unidos e se afastar do BRICS, grupo que inclui China e Rússia.

Discorda totalmenteConfiança altaPrograma de governo (TSE)
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O programa é frontalmente contrário à 'ingerência dos EUA' e defende Cuba, Venezuela, Irã e Rússia contra o imperialismo; o candidato chegou a criticar o governo Lula por agir dentro do BRICS como 'moleque de recados de Washington'. Rejeita qualquer aproximação com os EUA em detrimento do BRICS.

Por que atribuímos esta posição? · 3 fontes

Nota da pesquisaPrograma de apenas 7 páginas, escrito como 'programa de luta' e não como plano de governo; cobre bem economia, trabalho, servidores, STF, redes e política externa, mas não trata de maioridade penal, drogas, aborto, cotas, gênero nas escolas, escolas cívico-militares, Margem Equatorial nem anistia. Para esses temas usamos declarações do candidato, majoritariamente registradas pelo Diário Causa Operária (jornal do próprio PCO, que transcreve falas em primeira pessoa dos programas da Causa Operária TV) e por Brasil 247, Agência Brasil e Congresso em Foco. Muitas posições do PCO são atípicas para a esquerda (armamento da população, anistia ao 8 de janeiro, oposição à regulação das redes, defesa da Margem Equatorial, crítica ao 'identitarismo'), o que torna o eixo ambiente vs. agro difícil de enquadrar: o candidato rejeita tanto o agronegócio quanto o ambientalismo. Gênero nas escolas ficou null por falta de declaração específica sobre o ambiente escolar. Para escolas cívico-militares só há posição institucional do partido (nível 4). A cota de buscas web foi esgotada durante a pesquisa; algumas páginas do Diário Causa Operária foram lidas via proxy de leitura por bloqueio 403.