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Temas · Economia e Estado

Estabilidade de servidores

Uma reforma administrativa deveria acabar com a estabilidade no emprego para novos servidores públicos.

Entenda o tema

Servidores públicos concursados adquirem estabilidade após três anos e só podem ser demitidos em hipóteses previstas na Constituição, como decisão judicial ou processo administrativo. Propostas de reforma administrativa discutem avaliação de desempenho, fim da estabilidade para quem ingressar no futuro e mudanças nas carreiras. Defensores citam eficiência e o custo da máquina pública; críticos alertam para perseguição política, perda de continuidade dos serviços e pressão sobre carreiras de fiscalização.

Concordar significa

Favorável a reduzir o Estado e acabar com a estabilidade de novos servidores.

Discordar significa

Contra o fim da estabilidade; defende valorizar o serviço público.

O que cada candidato defende

Encontramos posição documentada de 11 dos 12 candidatos com candidatura deferida. Cada uma traz o resumo, a confiança da evidência e a fonte que a sustenta.

  1. Foto de Romeu Zema
    Romeu ZemaNOVO30Concorda totalmenteConfiança alta

    O programa propõe uma ampla reforma administrativa com novos vínculos 'sem estabilidade ampla' para quem ingressar, demissão por baixo desempenho e definição restrita dos cargos típicos de Estado. Ele mantém alguma estabilidade apenas para as carreiras típicas de Estado, por isso a confiança não é máxima.

    • programa Programa de governo, p. 41

      Flexibilizar a composição da força de trabalho do setor público, reformulando os modelos de contratação existentes e instituindo novos vínculos adaptados a diferentes necessidades, como contratos por tempo determinado para projetos específicos, vínculos por tempo indeterminado sem estabilidade ampla e definição clara dos cargos típicos de estado.

    • programa Programa de governo, p. 40

      garantindo que quem entrega avance na carreira, ganhe bônus e mais autonomia de atuação, enquanto quem não evolui possa ser recuperado com Planos de Desenvolvimento Individuais ou até ser desligado.

    • programa Programa de governo, p. 39

      as avaliações de desempenho viraram formalidade e a demissão por baixo desempenho, prevista na Constituição, nunca foi regulamentada.

  2. Foto de Renan Santos
    Renan SantosMISSÃO14Tende a concordarConfiança baixa

    O programa defende reforma administrativa e fim dos supersalários, mas não fala em estabilidade. Em evento da Exame/MBC (ago/2026), o deputado Kim Kataguiri, falando como representante da campanha, defendeu manter a estabilidade só para carreiras típicas de Estado e avaliar desempenho dos demais. Não há fala direta do candidato sobre o tema.

  3. Foto de Flávio Bolsonaro
    Flávio BolsonaroPL22Tende a concordarConfiança média

    O programa promete dar continuidade à 'reforma administrativa que já colocamos em discussão', referência à PEC 32/2020 do governo Bolsonaro, que extinguia a estabilidade para a maior parte dos novos servidores, além de cortar ministérios, cargos comissionados e supersalários. O texto, porém, não usa a palavra 'estabilidade', por isso a posição é inferida do encaminhamento da reforma.

    • programa Programa de governo, p. 69

      Daremos continuidade à reforma administrativa que já colocamos em discussão, para modernizar o funcionamento do Estado e a carreira do servidor.

    • programa Programa de governo, p. 69

      Isso inclui o corte de no mínimo 10 ministérios, a redução de cargos comissionados e de despesas administrativas e o combate aos penduricalhos e supersalários que corroem o orçamento

  4. Foto de Ronaldo Caiado
    Ronaldo CaiadoPSD55Tende a concordarConfiança média

    Caiado defende uma reforma administrativa 'urgente' com máquina pública menor, avaliação de desempenho e 'meritocracia', e disse ao Poder360 que a estabilidade não pode ser um 'direito absoluto' sem contrapartidas de eficiência. Não chega a propor explicitamente o fim da estabilidade para novos servidores, e o programa fala apenas em profissionalização, metas e contenção de despesas de pessoal.

  5. Foto de Clariana Barão
    Clariana BarãoDC27Neutro ou ambíguoConfiança baixa

    A candidata apoia uma reforma administrativa para 'enxugar a máquina', inclusive com fusão de ministérios, mas diz que isso não deve ser feito demitindo servidores, defende o funcionalismo e a recomposição salarial e se declara 'uma soldada dos servidores públicos'. Ela não se pronunciou sobre o fim da estabilidade para novos servidores, e o programa fala apenas em gestão de desempenho, por isso a posição é mista.

  6. Foto de Augusto Cury
    Augusto CuryAVANTE70Tende a discordarConfiança média

    Cury defende uma reforma administrativa com avaliação permanente de desempenho, corte de ministérios e de até 30% dos cargos comissionados, mas o programa fala em 'preservar direitos' dos servidores e ele afirmou em sabatina que não demitirá servidores concursados. Não há proposta de acabar com a estabilidade; o foco é em comissionados e eficiência. Tende a discordar.

    • candidato Cury diz que não demitirá servidores, mas não detalha cortes · 2026-09-11

      Nós não vamos despedir colaboradores públicos. Eles devem ser valorizados e serão treinados para apresentar o melhor trabalho

    • programa Programa de governo, p. 37

      Além disso, modernizar carreiras públicas, valorizar os servidores competentes e criar mecanismos permanentes de avaliação de desempenho. O objetivo será promover maior eficiência na gestão pública e elevar a qualidade dos serviços prestados à população, preservando direitos e valorizando aqueles que contribuem para a construção de um Estado mais eficiente

  7. Foto de Lula
    LulaPT13Discorda totalmenteConfiança média

    O programa não menciona reforma administrativa nem estabilidade; fala em 'valorização e diálogo com servidores' e na Mesa Nacional de Negociação Permanente. A posição oficial do governo Lula, expressa pela ministra da Gestão Esther Dweck em 2025, é que a estabilidade do servidor não entra na discussão da reforma administrativa e que o ministério 'defende a estabilidade'.

  8. Foto de Hertz Dias
    Hertz DiasPSTU16Discorda totalmenteConfiança média

    O programa não fala em 'estabilidade' ou 'reforma administrativa', mas aponta na direção contrária: defende concurso público para novas contratações, incorporação de terceirizados ao quadro efetivo e valorização dos servidores. O PSTU, por sua vez, combateu a PEC 32 justamente por prever o fim da estabilidade e dos concursos. Posição inferida do programa (indireta) e reforçada pela posição partidária.

  9. Foto de Edmilson Costa
    Edmilson CostaPCB21Discorda totalmenteConfiança média

    O programa não menciona 'reforma administrativa', mas vai na direção contrária: propõe estender a estabilidade a todos os trabalhadores após 5 anos de vínculo, convocar concursos públicos e criar negociação coletiva obrigatória com os servidores. A Unidade Classista, corrente sindical do PCB, publicou em 2025 textos pedindo para barrar a reforma administrativa por acabar com a estabilidade.

    • programa Programa de governo, p. 5

      Resgataremos o direito à estabilidade no trabalho, em consonância com a convenção 158 da OIT, que combate a demissão sem justa causa. Num primeiro momento, após 5 anos de vínculo, todos os trabalhadores terão direito à estabilidade.

    • programa Programa de governo, p. 5

      Serão convocados concursos públicos para provimento das vagas hoje existentes e expansão dos serviços essenciais, e convocaremos imediatamente todas as pessoas aprovadas em concursos anteriores.

    • partido Barrar a Reforma Administrativa! · 2025-10-21

      provocando o fim da estabilidade e abrindo passagem para um amplo processo de terceirização

  10. Foto de Rui Costa Pimenta
    Rui Costa PimentaPCO29Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa se opõe frontalmente ao fim da estabilidade e vai além: pede estabilidade imediata para servidores contratados de forma precária e concursos periódicos para repor o quadro.

  11. Foto de Samara Martins
    Samara MartinsUP80Discorda totalmenteConfiança média

    O programa não cita a reforma administrativa pelo nome, mas trata a estabilidade no serviço público como conquista atacada pela 'burguesia' e propõe concursos regulares, regime estatutário, valorização de carreiras e data-base para servidores, o oposto de acabar com a estabilidade.

    • programa Programa de governo, p. 11

      Realizar concursos públicos regulares, valorizar carreiras, garantir formação continuada e mesas permanentes de negociação, garantia da Data Base para os servidores públicos.

    • programa Programa de governo, p. 11

      possibilita ataques inclusive a setores que historicamente obtiveram conquistas pela luta popular e nos quais as trabalhadoras e trabalhadores contam com estabilidade e condições mínimas de manutenção, como no serviço público.

    • programa Programa de governo, p. 20

      Valorização dos Trabalhadores da Saúde: Concursos públicos com regime estatutário, fim da precarização e aplicação integral dos pisos salariais nacionais das categorias.

  12. Foto de Wilson Grassi
    Wilson GrassiDEMOCRATA35Sem posição conhecida

    O programa não trata de reforma administrativa nem da estabilidade de novos servidores. Propõe cobrança de prazos com efeitos disciplinares dentro da Lei 8.112/1990 e sobre gratificações e cargos comissionados, e ao mesmo tempo defende novos concursos e carreiras (serviço veterinário oficial, pessoal penal federal, pesquisadores). Como o tema central da afirmação não é abordado, a posição fica desconhecida.

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