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Temas · Segurança pública

Facções e Forças Armadas

Facções criminosas deveriam ser classificadas como organizações terroristas, com uso das Forças Armadas no combate a elas.

Entenda o tema

Facções como PCC e Comando Vermelho controlam mercados de drogas, armas e outros negócios ilegais em várias regiões do país. Há propostas para enquadrá-las na Lei Antiterrorismo, de 2016, que hoje não alcança crimes de motivação econômica, e para ampliar o uso das Forças Armadas em operações de segurança pública. Defensores citam penas maiores, mais instrumentos de investigação e cooperação internacional; críticos citam o risco de militarização, os efeitos sobre moradores de comunidades e o papel constitucional das Forças Armadas.

Concordar significa

Favorável a tratar facções como terrorismo e usar as Forças Armadas.

Discordar significa

Contra; prefere inteligência, integração policial e políticas sociais sem militarização.

O que cada candidato defende

Encontramos posição documentada de 12 dos 12 candidatos com candidatura deferida. Cada uma traz o resumo, a confiança da evidência e a fonte que a sustenta.

  1. Foto de Renan Santos
    Renan SantosMISSÃO14Concorda totalmenteConfiança média

    O programa propõe uma "Guerra ao Crime" com Direito Penal do Inimigo, Estado de Defesa, banimento judicial de facções e emprego das Forças Armadas via GLO "com uso de força pesada", tratando o tráfico como questão militar. Sobre o rótulo "terrorista" em si, Renan disse ser "efeito de marketing" e alertou para sanções dos EUA, mas seu pacote é o endurecimento máximo que a afirmação descreve.

  2. Foto de Flávio Bolsonaro
    Flávio BolsonaroPL22Concorda totalmenteConfiança alta

    O programa declara que PCC, CV, milícias e demais facções serão classificadas como organizações narcoterroristas e prevê emprego direto das Forças Armadas: tropa de elite do Exército, Marinha e FAB nas fronteiras e tropas especiais da Marinha e Aeronáutica ocupando portos e aeroportos.

    • programa Programa de governo, p. 13

      Vamos declarar guerra ao crime organizado. PCC, CV, milícias e todas as outras facções serão declaradas como organizações narcoterroristas.

    • programa Programa de governo, p. 15

      Nós vamos usar tropas especiais da Marinha e da Aeronáutica para ocupar e monitorar, de forma permanente, os portos e aeroportos brasileiros.

  3. Foto de Romeu Zema
    Romeu ZemaNOVO30Concorda totalmenteConfiança alta

    É o primeiro eixo do capítulo de segurança: classificar facções como organizações terroristas, nacional e internacionalmente, e empregar as Forças Armadas junto com as polícias para retomar territórios dominados pelo crime, com presídios de segurança máxima para faccionados.

    • programa Programa de governo, p. 5

      Enquadrar como terroristas os criminosos que usam táticas e armamentos de guerra para dominar territórios, de modo a permitir o uso da Força Nacional, das Forças Armadas, dos órgãos de controle e da colaboração internacional para combatê-los, além de garantir penas mais altas e a impossibilidade de progressão de regime.

    • programa Programa de governo, p. 5

      Retomar os territórios dominados pelas facções com operações que envolvam colaboração entre as Forças Armadas, as polícias estaduais e a Polícia Federal, garantindo a paz aos brasileiros que vivem nessas regiões.

  4. Foto de Ronaldo Caiado
    Ronaldo CaiadoPSD55Concorda totalmenteConfiança alta

    É o eixo central do programa: uma 'Lei do Terrorismo Doméstico' para enquadrar facções e milícias como PCC e CV como terroristas, com penas mínimas de 45 anos, e a integração das Forças Armadas ao combate ao crime organizado 'sem acionamento da GLO'. Caiado reafirmou isso ao apresentar seu plano de segurança.

  5. Foto de Wilson Grassi
    Wilson GrassiDEMOCRATA35Tende a concordarConfiança média

    O programa declara 'guerra ao crime organizado' e prevê emprego permanente das Forças Armadas na fronteira com poder de polícia, GLO com prazo e área definidos, apoio militar de inteligência às polícias e plebiscito sobre presídios de segurança máxima no modelo de El Salvador. Não propõe classificar facções como organizações terroristas e fixa limites explícitos ao papel dos militares, por isso a concordância é parcial.

    • programa Programa de governo, p. 50

      Emprego permanente das Forças Armadas na faixa de fronteira, com o poder de polícia da Lei Complementar nº 97/1999, dirigido ao tráfico de armas, drogas e ao contrabando.

    • programa Programa de governo, p. 51

      Forças Armadas empregadas contra o crime organizado são instrumento de exceção controlada, não substituto permanente da polícia

    • programa Programa de governo, p. 23

      se o Brasil quer adotar, para lideranças de facção e presos de altíssima periculosidade, um modelo de confinamento de segurança máxima nos moldes do que El Salvador implantou a partir de 2023.

  6. Foto de Augusto Cury
    Augusto CuryAVANTE70Neutro ou ambíguoConfiança baixa

    O programa é misto: prevê fortalecer as Forças Armadas no controle de fronteiras, portos e rotas aéreas contra o tráfico, mas 'respeitando as competências constitucionais', e diz que o foco do combate às facções não é o confronto físico, e sim a integração policial, a inteligência e o corte das vias financeiras. Não propõe classificar facções como terroristas. Posição ambígua.

    • programa Programa de governo, p. 46

      focando não apenas no confronto físico, mas no corte das vias financeiras que sustentam as facções.

    • programa Programa de governo, p. 46

      De forma integrada e respeitando as competências constitucionais de cada instituição, fortaleceremos a atuação das Forças Armadas no controle estratégico das fronteiras nacionais, intensificando a presença do Exército nas fronteiras terrestres, da Marinha nos portos e vias navegáveis estratégicas e da Força Aérea Brasileira no monitoramento e repressão ao uso de pistas clandestinas

  7. Foto de Clariana Barão
    Clariana BarãoDC27Tende a discordarConfiança baixa

    A candidata não trata da classificação de facções como terrorismo nem do uso das Forças Armadas, as expressões não aparecem uma única vez no programa. O capítulo de segurança, porém, é completo e resolve o tema pelo caminho oposto: inteligência sobre rotas, cooperação interestadual, sufocamento financeiro e recuperação de ativos com devido processo. Em entrevista, reforçou essa linha ao cobrar rastreamento do dinheiro e retomada da gestão dos presídios. Tendência a discordar, com confiança moderada por ser posição inferida da abordagem escolhida, e não declarada.

  8. Foto de Lula
    LulaPT13Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa defende enfrentar o crime organizado 'nos marcos da Constituição', com asfixia financeira, inteligência e integração federativa, reservando às Forças Armadas o papel de vigilância nas fronteiras amazônicas. O governo se declarou 'terminantemente contra' equiparar facções a terrorismo (nov/2025) e Lula rejeitou a classificação de PCC e CV como terroristas feita pelos EUA, dizendo que a lei brasileira não os enquadra assim e que o Brasil não aceita ser tratado 'como uma republiqueta' (mai/2026).

  9. Foto de Hertz Dias
    Hertz DiasPSTU16Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa propõe combater facções por investigação, inteligência e asfixia financeira 'em vez de realizar operações militares', além de desmilitarizar a PM. Em entrevista, o candidato disse que PCC e CV não devem ser enquadrados como terroristas, pois são 'organizações burguesas' com finalidade econômica. Rejeita tanto a classificação como terrorismo quanto o emprego militar.

    • programa Programa de governo, p. 19

      Combater o crime organizado, as máfias, as milícias, as facções e demais organizações criminosas por meio da investigação, inteligência e desarticulação de seus negócios, atingindo seu patrimônio, suas fontes de financiamento e suas relações com agentes públicos, políticos, empresários e, em especial, com o sistema financeiro, em vez de realizar operações militares que vitimam principalmente a população trabalhadora.

    • reportagem Pré-candidato do PSTU propõe mobilizar 1 milhão de reservistas para possível guerra com os EUA · 2026-07-01

      Na avaliação do pré-candidato do PSTU, PCC e CV não deveriam ser enquadrados como grupos terroristas. Para ele, essas organizações possuem finalidade econômica e deveriam ser compreendidas como "organizações burguesas"

    • programa Programa de governo, p. 19

      Desmilitarização da Polícia Militar e reversão da dinâmica de militarização das demais polÍcias e guardas municipais.

  10. Foto de Edmilson Costa
    Edmilson CostaPCB21Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa propõe a 'revogação completa da lei antiterrorismo', a desmilitarização total da segurança pública, o fim da 'guerra às drogas' e a ocupação dos territórios dominados pelo crime com serviços públicos; as Forças Armadas ficariam restritas às fronteiras, o oposto de enquadrar facções como terrorismo e empregar militares.

    • programa Programa de governo, p. 6

      Será desenvolvida uma política de segurança dos direitos humanos, no lugar da segurança pública baseada na repressão à classe trabalhadora, à população pobre e aos moradores das periferias, com a criação de um ministério voltado à aplicação das medidas necessárias à garantia desses direitos e a revogação completa da lei antiterrorismo (12.850/2013).

    • programa Programa de governo, p. 13

      As forças armadas priorizarão o cuidado das fronteiras, em conjunto com a polícia federal e demais órgãos de inteligência.

    • programa Programa de governo, p. 6

      para o que se faz necessária a completa desmilitarização da segurança pública, com unificação das polícias e instituição do ciclo completo junto com a desvinculação das forças de segurança do exército

  11. Foto de Rui Costa Pimenta
    Rui Costa PimentaPCO29Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa propõe dissolver a Polícia Militar e todo o aparato repressivo, e o candidato chamou o PL Antifacção de 'lei de ditadura' e disse que o combate ao crime organizado é 'um pretexto para reprimir a população pobre'. Posição oposta a tratar facções como terrorismo e usar as Forças Armadas.

  12. Foto de Samara Martins
    Samara MartinsUP80Discorda totalmenteConfiança média

    O programa não fala em enquadrar facções como terrorismo nem em usar as Forças Armadas; propõe o caminho oposto: desmilitarizar e unificar as polícias sob estrutura civil, fim da 'lógica de guerra' nas periferias, inteligência e ataque à lavagem de dinheiro do crime organizado.

    • programa Programa de governo, p. 48

      Desmilitarização das Polícias: Unificação das polícias sob uma estrutura civil, preventiva, comunitária e humanizada, treinada na defesa dos direitos humanos da população trabalhadora e periférica.

    • programa Programa de governo, p. 48

      Significa construir uma segurança pública orientada pela proteção da vida e pelos direitos humanos, e não por uma lógica de guerra contra determinados territórios e grupos sociais.

    • programa Programa de governo, p. 48

      Transição do paradigma penal para o paradigma de saúde pública e prevenção, atacando a lavagem de dinheiro das grandes organizações criminosas no sistema financeiro.

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