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Temas · Trabalho e renda

Flexibilização trabalhista

As regras trabalhistas deveriam ser flexibilizadas para reduzir custos de contratação, mesmo com menos garantias ao trabalhador.

Entenda o tema

A reforma trabalhista de 2017 ampliou a negociação direta entre empresas e trabalhadores e criou modalidades como o trabalho intermitente. Segue em discussão a regulação do trabalho por aplicativos, que hoje não tem vínculo pela CLT, e novas mudanças nas regras de contratação e demissão. Quem defende flexibilizar cita o custo de contratar, a informalidade e a competitividade; quem se opõe cita perda de proteção, renda e direitos como férias e décimo terceiro.

Concordar significa

Favorável a flexibilizar a legislação trabalhista.

Discordar significa

Contra flexibilizar; defende manter ou ampliar direitos trabalhistas, inclusive para trabalhadores de aplicativo.

O que cada candidato defende

Encontramos posição documentada de 10 dos 12 candidatos com candidatura deferida. Cada uma traz o resumo, a confiança da evidência e a fonte que a sustenta.

  1. Foto de Renan Santos
    Renan SantosMISSÃO14Concorda totalmenteConfiança alta

    O programa se declara adepto de "reforma trabalhista para flexibilizar relações de trabalho", aponta a "inflexibilidade do marco legal trabalhista" e a "litigiosidade excessiva da justiça trabalhista" como entraves. Em entrevista, Renan pediu um "novo regime trabalhista" e disse que "o principal direito do trabalhador é o direito ao trabalho"; também defendeu extinguir a Justiça do Trabalho.

  2. Foto de Flávio Bolsonaro
    Flávio BolsonaroPL22Concorda totalmenteConfiança média

    O programa propõe reduzir o custo do trabalho, criar contratos com menor custo na folha para jovens (18–24) e maiores de 50, adotar o negociado sobre o legislado, manter o trabalho por aplicativo sem vínculo e defende a reforma trabalhista de 2017 contra a 'República Sindical'. Afirma que fará isso 'sem retirar direitos', mas o conjunto é de flexibilização.

    • programa Programa de governo, p. 43

      Vamos reduzir gradualmente o custo do trabalho, sem retirar direitos, para que mais brasileiros tenham carteira assinada e a proteção que vem com ela.

    • programa Programa de governo, p. 44

      Vamos também dar mais liberdade a quem trabalha, com jornada flexível que caiba na vida de mães, jovens e de quem tem mais dificuldade de entrar no mercado.

    • programa Programa de governo, p. 45

      Nosso projeto garante a manutenção das oportunidades de renda e de trabalho trazidas pelo trabalho por aplicativos.

  3. Foto de Romeu Zema
    Romeu ZemaNOVO30Concorda totalmenteConfiança alta

    O capítulo de trabalho propõe um regime alternativo à CLT com prevalência do negociado sobre o legislado, redução de encargos e do custo de contratar e fim do monopólio sindical. É uma agenda explícita de flexibilização das regras trabalhistas.

    • programa Programa de governo, p. 23

      Permitir que trabalhador e empregador ajustem o modelo de contratação às suas preferências e à realidade de cada atividade, com prevalência do negociado sobre o legislado.

    • programa Programa de governo, p. 23

      Preparar o Brasil para o trabalho no século XXI exige reconhecer essa transformação, modernizar as regras trabalhistas, reduzir o custo de contratar e construir um sistema que combine liberdade econômica, proteção social e mais oportunidades para quem quer produzir e prosperar.

    • programa Programa de governo, p. 24

      Encerrar o monopólio sindical, assegurando ao profissional o direito de não se filiar ou contribuir para sindicatos, e limitar o poder regulatório e disciplinar dos conselhos profissionais

  4. Foto de Ronaldo Caiado
    Ronaldo CaiadoPSD55Concorda totalmenteConfiança alta

    Caiado disse que a CLT 'se tornou arcaica', promete 'resgatar' a reforma trabalhista que considera 'mutilada' pelo STF e defende um modelo de jornada negociada por hora trabalhada; como senador, votou a favor da reforma trabalhista de 2017. O programa fala em 'segurança para novas formas de trabalho' e redução de custos que levam à informalidade.

  5. Foto de Wilson Grassi
    Wilson GrassiDEMOCRATA35Neutro ou ambíguoConfiança baixa

    O programa enfrenta o custo de contratar, mas pelo caminho tributário (extinção da contribuição patronal sobre a folha), não por mudanças na CLT, e descreve o 'trabalho por aplicativo sem proteção nenhuma' como problema a resolver via formalização. Não propõe flexibilizar regras nem ampliar direitos, o que caracteriza posição ambígua em relação à afirmação.

    • programa Programa de governo, p. 5

      O resultado está na paisagem: informalidade, pejotização, terceirização defensiva, trabalho por aplicativo sem proteção nenhuma. Não é falta de vontade de contratar. É preço.

    • programa Programa de governo, p. 19

      Substituída a contribuição patronal sobre a folha, contratar com carteira assinada deixa de ser a forma mais cara de organizar trabalho.

  6. Foto de Lula
    LulaPT13Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa propõe o oposto da flexibilização: alterar 'regras que induzem a precarização' e 'marcos regressivos' da legislação trabalhista, combater a 'pejotização espúria' e as fraudes em terceirizações, e criar um sistema de proteção com direitos trabalhistas e previdenciários para trabalhadores de plataformas.

    • programa Programa de governo, p. 75

      Vamos aprimorar a legislação trabalhista, alterando regras que induzem a precarização das condições de trabalho, os marcos regressivos contidos na legislação, as fraudes presentes em muitas terceirizações, e retomando assistência sindical nas homologações de rescisão do contrato de trabalho.

    • programa Programa de governo, p. 74

      Vamos continuar combatendo a pejotização espúria, com fiscalização, regras que inibam migrações fraudulentas, equiparando responsabilidades administrativas e previdenciárias e fortalecendo a inspeção do trabalho.

  7. Foto de Hertz Dias
    Hertz DiasPSTU16Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa propõe revogar a reforma trabalhista e a lei das terceirizações, reconhecer vínculo empregatício para trabalhadores de aplicativo e rejeita o PLP 152 por 'legalizar a precarização'. É o oposto de flexibilizar.

  8. Foto de Edmilson Costa
    Edmilson CostaPCB21Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa propõe revogar a reforma trabalhista de 2017, acabar com terceirizações e 'flexibilizações legais', e garantir registro em carteira e piso salarial aos trabalhadores de aplicativos, o oposto de flexibilizar.

    • programa Programa de governo, p. 5

      Revogaremos as contrarreformas trabalhista, previdenciária e criaremos a Lei de Responsabilidade Social, com o objetivo de garantir recursos para atender as demandas populares.

    • programa Programa de governo, p. 5

      Garantiremos também o registro em carteira e piso salarial para os trabalhadores e as trabalhadoras de plataformas de aplicativos, garantindo todos os direitos e pondo fim as jornadas exaustivas.

    • programa Programa de governo, p. 13

      Fim das terceirizações, das privatizações e de todas as flexibilizações legais e tributárias em favor dos grandes capitalistas.

  9. Foto de Rui Costa Pimenta
    Rui Costa PimentaPCO29Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa propõe o oposto da flexibilização: cancelar a reforma trabalhista de 2017, restabelecer integralmente a CLT, acabar com a terceirização e ampliar a legislação de proteção ao trabalhador.

  10. Foto de Samara Martins
    Samara MartinsUP80Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa propõe revogar a reforma trabalhista de 2017 e a terceirização irrestrita, e regulamentar rigorosamente o trabalho por aplicativos com salário mínimo por hora e seguridade social, ou seja, ampliar e não flexibilizar direitos.

    • programa Programa de governo, p. 12

      Por isso, a UP defende: REVOGAR AS REFORMAS TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA, A TERCEIRIZAÇÃO IRRESTRITA E O ARCABOUÇO FISCAL

    • programa Programa de governo, p. 13

      Fim da Precarização do Trabalho por Aplicativos: Regulamentação rigorosa das plataformas, garantindo salário mínimo por hora, seguridade social, transparência algorítmica e liberdade de organização sindical.

  11. Foto de Clariana Barão
    Clariana BarãoDC27Sem posição conhecida

    O programa fala em 'simplificação regulatória' para empresas, mas não trata de CLT, contratos flexíveis ou trabalho por aplicativo, e não foi encontrada declaração da candidata sobre esses pontos. Seu apoio ao fim da escala 6x1 é tema distinto e não permite concluir sua posição sobre flexibilizar a legislação trabalhista.

  12. Foto de Augusto Cury
    Augusto CuryAVANTE70Sem posição conhecida

    O programa não menciona CLT, reforma trabalhista ou trabalho por aplicativo; fala apenas em desburocratizar a formalização de microempresas e reduzir a informalidade. Não foram encontradas declarações do candidato sobre flexibilizar direitos trabalhistas. Posição desconhecida.

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