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Temas · Economia e Estado

Regra fiscal e gastos

O governo deve cumprir um limite rígido de gastos públicos, mesmo que isso signifique investir menos em programas sociais.

Entenda o tema

Regras fiscais limitam quanto o governo pode gastar em relação ao que arrecada. Desde 2023 vale o arcabouço fiscal, que permite às despesas crescerem até 2,5% ao ano acima da inflação e fixa metas de resultado das contas públicas. Quem defende regras rígidas cita o controle da dívida e dos juros; quem defende flexibilizá-las cita a necessidade de investir em saúde, educação, infraestrutura e programas sociais.

Concordar significa

Prioriza equilíbrio fiscal e controle rígido de despesas, mesmo com cortes.

Discordar significa

Prioriza gastos sociais e investimentos, mesmo flexibilizando ou revogando limites fiscais.

O que cada candidato defende

Encontramos posição documentada de 12 dos 12 candidatos com candidatura deferida. Cada uma traz o resumo, a confiança da evidência e a fonte que a sustenta.

  1. Foto de Renan Santos
    Renan SantosMISSÃO14Concorda totalmenteConfiança alta

    O programa chama o ajuste fiscal de "remédio amargo" e faz dele o primeiro ato de governo: uma PEC que desindexa benefícios sociais e previdenciários do salário mínimo, desvincula os pisos de saúde e educação e corta renúncias fiscais, com economia projetada de R$ 1,1 trilhão. Prioridade clara ao equilíbrio fiscal mesmo com corte de gasto social.

    • programa Programa de governo, p. 10

      a chamada “PEC do Equilíbrio Fiscal”, que promove a desindexação de benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo (corrigindo-os apenas pela inflação), a desvinculação dos pisos de saúde e educação da receita, a revisão do abono salarial e a redução de renúncias fiscais (gastos tributários), com economia projetada de R$ 1,1 trilhão até 2031

    • programa Programa de governo, p. 10

      É apenas com equilíbrio fiscal que será possível realizar as demais bandeiras da nossa plataforma para o país

    • programa Programa de governo, p. 10

      O ajuste fiscal necessário é da ordem de R$ 250 bilhões anuais, segundo Mansueto de Almeida.

  2. Foto de Flávio Bolsonaro
    Flávio BolsonaroPL22Concorda totalmenteConfiança alta

    O eixo central do programa é o 'Tesouraço': nova regra fiscal atrelada à redução da dívida, superávits primários, limite de gastos discricionários dos três Poderes e corte de ao menos 10 ministérios. O programa promete manter (não ampliar) os programas sociais existentes, mas a prioridade explícita é o equilíbrio fiscal.

    • programa Programa de governo, p. 71

      Apresentaremos uma reformulação nas atuais regras fiscais, com regras claras focadas na estabilização e na redução da dívida pública conforme determina a Constituição. Vamos construir o equilíbrio fiscal duradouro, entregando superávits primários e limitando o crédito subsidiado com recursos do Tesouro, mitigando pressões inflacionárias. E haverá uma regra clara de controle de gastos discricionários dos três Poderes da União.

    • programa Programa de governo, p. 68

      Nossa bandeira é um grande TESOURAÇO: um corte profundo e por todos os lados, que enxuga a máquina, coloca as contas em ordem e reduz os impostos que pesam sobre quem produz.

    • reportagem "Tesouraço": como é o plano de Flávio Bolsonaro para corte de gastos e impostos · 2026-08-18

      vincular diretamente o crescimento das despesas à trajetória da dívida pública

  3. Foto de Romeu Zema
    Romeu ZemaNOVO30Concorda totalmenteConfiança alta

    O programa defende um 'choque fiscal' com corte de gastos, superávits primários e metas de redução de impostos que obriguem a cortar despesas, além de revisar despesas obrigatórias e condicionar programas sociais. A prioridade explícita é o equilíbrio das contas, não a expansão do gasto social.

    • programa Programa de governo, p. 14

      Fazer o ajuste fiscal de verdade exige atacar a raiz do problema: cortar gastos, reduzir o peso do Estado onde ele não é essencial e devolver ao orçamento a capacidade de investir, crescer e aliviar a pressão sobre famílias e empresas.

    • programa Programa de governo, p. 18

      Garantir a queda da curva de juros por meio de um choque fiscal para estabilizar a relação dívida/PIB, promovendo reformas e mantendo superávits primários que permitam o pagamento da dívida.

    • programa Programa de governo, p. 16

      Fixar metas progressivas de redução da carga tributária que imponham os cortes de gastos necessários para atingi-las, invertendo a lógica atual em que o gasto define o imposto.

  4. Foto de Ronaldo Caiado
    Ronaldo CaiadoPSD55Concorda totalmenteConfiança média

    O programa faz da estabilização fiscal o ponto de partida e propõe fazer as despesas obrigatórias crescerem abaixo do PIB; na campanha, Caiado promete uma PEC que limita o crescimento dos gastos à inflação mais metade do crescimento do PIB e chama o arcabouço atual de 'grande farsa'. Sua equipe admite suspender por 2 a 3 anos a indexação de aposentadorias, pensões e programas sociais, embora ele diga que o ajuste não recairá sobre os mais pobres e que manterá a regra do salário mínimo.

  5. Foto de Clariana Barão
    Clariana BarãoDC27Tende a concordarConfiança média

    Em entrevista, a candidata repete que o princípio básico é 'gastar menos do que arrecada' e aponta a dívida de cerca de 81% do PIB como conta que 'não fecha'; o programa traz um eixo de responsabilidade fiscal com revisão de gastos e subsídios. Ela não fala em arcabouço ou teto explicitamente e, ao mesmo tempo, defende manter o Bolsa Família, por isso a posição é de tendência, não de adesão total.

  6. Foto de Wilson Grassi
    Wilson GrassiDEMOCRATA35Tende a concordarConfiança baixa

    O programa declara que a aposta econômica é crescer 'reduzindo atrito, não expandindo gasto' e se compromete a anexar estimativa de impacto fiscal a todo projeto, condicionando novas carreiras a 'espaço fiscal'. Não cita o arcabouço fiscal nem defende cortes sociais, e ao mesmo tempo propõe novos gastos (Defesa a 2% do PIB, carreira de pesquisador), por isso a classificação é de tendência, com confiança moderada.

    • programa Programa de governo, p. 7

      A aposta econômica desta candidatura está declarada: crescer reduzindo atrito, não expandindo gasto.

    • programa Programa de governo, p. 4

      todo projeto enviado ao Congresso irá acompanhado de estimativa de impacto orçamentário e financeiro, na forma que a Lei de Responsabilidade Fiscal exige.

    • programa Programa de governo, p. 37

      Criar carreira é despesa obrigatória e continuada, e depende de espaço fiscal e de estimativa de impacto na forma da Lei de Responsabilidade Fiscal.

  7. Foto de Augusto Cury
    Augusto CuryAVANTE70Tende a concordarConfiança média

    O programa coloca o equilíbrio das contas como prioridade nacional, com meta de déficit próximo de zero, controle rigoroso dos gastos e redução da dívida. Mas Cury condiciona isso a não abandonar a área social: o programa fala em 'responsabilidade fiscal, mas também de sensibilidade humana' e, na CNN, ele disse que não cortaria benefícios sociais, apenas os tornaria eficientes. Tende a concordar com o controle de gastos, sem aceitar cortes sociais.

  8. Foto de Lula
    LulaPT13Tende a discordarConfiança média

    O programa promete manter o arcabouço fiscal, mas o apresenta explicitamente como uma regra que controla despesas 'sem prejudicar as políticas sociais'. Lula declarou em 2025 que não fará ajuste fiscal que leve 'o povo mais humilde ao sacrifício'. Ou seja, aceita uma regra de gastos, mas rejeita cumpri-la à custa de programas sociais, o que o coloca do lado contrário da afirmação.

  9. Foto de Hertz Dias
    Hertz DiasPSTU16Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa propõe acabar com a Lei de Responsabilidade Fiscal e suspender o pagamento da dívida pública aos grandes investidores, e critica o governo Lula por manter o arcabouço fiscal. O candidato repete a crítica ao arcabouço em entrevista. É a rejeição completa de um limite rígido de gastos.

  10. Foto de Edmilson Costa
    Edmilson CostaPCB21Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa defende revogar o Arcabouço Fiscal e a Lei de Responsabilidade Fiscal, substituindo-os por uma 'Lei de Responsabilidade Social' que garanta recursos para políticas sociais. O candidato repetiu a proposta em entrevista em agosto de 2026.

    • programa Programa de governo, p. 4

      Agiremos para promover a revogação do Arcabouço Fiscal, da Lei de Responsabilidade Fiscal, da Lei das Estatais (13.303/2016), a retomada do Banco Central (fim da autonomia), desmontando todo fiscalismo e arcabouço jurídico e institucional neoliberal

    • programa Programa de governo, p. 13

      Revogação de todos os cortes orçamentários nos setores de interesse social. Criação da Lei de Responsabilidade Social, que assegure recursos para educação, saúde, saneamento, programas sociais e investimentos públicos. Revogação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

    • candidato Conversa com Edmilson Costa, candidato à presidência pelo PCB · 2026-08-27

      a revogação das Leis que tratam da Responsabilidade Fiscal e do Arcabouço Fiscal, que serão substituídas pela Lei de Responsabilidade Social

  11. Foto de Rui Costa Pimenta
    Rui Costa PimentaPCO29Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa pede explicitamente o fim do teto de gastos e da Lei de Responsabilidade Fiscal e afirma que não pode haver limite de gastos para a saúde, ou seja, rejeita qualquer regra rígida de despesas.

  12. Foto de Samara Martins
    Samara MartinsUP80Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa pede explicitamente a revogação do arcabouço fiscal, que acusa de retirar recursos de saúde e educação para pagar a dívida, e propõe suspender o pagamento de juros e amortizações da dívida pública para financiar gastos sociais.

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