quem votar?

Temas · Instituições e mundo

Regulação das redes

O governo deveria regular as redes sociais e big techs, com obrigações de remoção de conteúdo ilegal e desinformação.

Entenda o tema

Pelo Marco Civil da Internet, de 2014, plataformas só respondiam por conteúdo de usuários após ordem judicial; em 2025 o STF ampliou essa responsabilidade para conteúdos graves. O projeto conhecido como PL das Fake News não avançou, e há novas propostas para regular redes sociais e inteligência artificial. Defensores citam desinformação, golpes e a proteção de crianças; críticos citam a liberdade de expressão e o risco de censura por empresas ou pelo Estado.

Concordar significa

Favorável a regular plataformas digitais.

Discordar significa

Contra a regulação; vê risco à liberdade de expressão.

O que cada candidato defende

Encontramos posição documentada de 11 dos 12 candidatos com candidatura deferida. Cada uma traz o resumo, a confiança da evidência e a fonte que a sustenta.

  1. Foto de Lula
    LulaPT13Concorda totalmenteConfiança alta

    O programa propõe 'avançar ainda mais na regulação democrática das redes sociais e das plataformas digitais' para impedir desinformação e campanhas de ódio, além de regulamentação democrática das plataformas e da IA e proteção digital de crianças (ECA Digital).

    • programa Programa de governo, p. 16

      É parte da reafirmação da democracia avançar ainda mais na regulação democrática das redes sociais e das plataformas digitais, de modo a impedir que elas difundam desinformação, acolham campanhas de ódio e outras formas de comunicação nocivas para a democracia.

    • programa Programa de governo, p. 24

      Não recuaremos um passo sequer na proteção digital de crianças e adolescentes, com aprimoramento do ECA Digital, regulamentação do uso de telas por faixa etária, promoção do uso seguro das tecnologias e regulamentação das plataformas de jogos e dos ambientes digitais.

  2. Foto de Edmilson Costa
    Edmilson CostaPCB21Concorda totalmenteConfiança alta

    O programa defende 'forte regulação das Big Techs e redes sociais', criação de redes sociais estatais e monopólio estatal das telecomunicações e da internet. Não detalha obrigações de remoção de conteúdo, mas a direção regulatória é inequívoca.

    • programa Programa de governo, p. 4

      Haverá forte regulação das Big Techs e redes sociais imperialistas, com ampliação dos investimentos públicos para a criação de redes sociais estatais nacionais.

    • programa Programa de governo, p. 13

      Defendemos a forte regulação das Big Techs e redes sociais imperialistas e o monopólio estatal das telecomunicações, da telefonia e da internet, com incentivo à criação de cooperativas dos trabalhadores.

  3. Foto de Hertz Dias
    Hertz DiasPSTU16Tende a concordarConfiança baixa

    O programa quer impor obrigações às plataformas: 'responsabilização das plataformas que lucram com a disseminação do ódio', auditoria pública dos algoritmos e vedação de dados nacionais em nuvens estrangeiras. Mas o PSTU rejeita o modelo do PL 2630: considera uma agência estatal de moderação de conteúdo 'não uma boa solução' e propõe controle das plataformas pelos trabalhadores, com código aberto. Concorda em regular e responsabilizar as big techs, com ressalvas sobre o Estado decidir remoção de conteúdo.

  4. Foto de Clariana Barão
    Clariana BarãoDC27Tende a concordarConfiança baixa

    A candidata defende regulação das redes sociais voltada a crianças e adolescentes, com 'restrições severas' à hipersexualização e abertura para discutir a proibição de redes para menores de 16 anos; o programa prevê 'ambiente digital seguro'. Ela não se manifestou sobre remoção de desinformação ou responsabilização das big techs em geral, por isso a concordância é parcial.

  5. Foto de Ronaldo Caiado
    Ronaldo CaiadoPSD55Tende a concordarConfiança baixa

    O programa propõe 'consolidar em lei regras de responsabilidade, devido processo, transparência e recurso' para as plataformas e proteger crianças e adolescentes, mas 'preservando os princípios do Marco Civil' e atacando as big techs sobretudo pela via concorrencial (CADE, interoperabilidade), sem entrar em remoção de conteúdo ou desinformação. É uma regulação moderada, não o modelo do PL das Fake News.

  6. Foto de Samara Martins
    Samara MartinsUP80Tende a concordarConfiança média

    O programa não trata de remoção de conteúdo ilegal ou desinformação, mas defende controle público sobre a internet e os grandes meios de comunicação, combate à concentração das grandes plataformas e à 'censura corporativa', o que indica favorecer intervenção estatal forte sobre as big techs, e não menos regulação.

    • programa Programa de governo, p. 37

      defendemos a liberdade de expressão da classe trabalhadora e do povo pobre e a democratização dos meios de comunicação, colocando as televisões, as rádios e a internet sob controle do poder popular.

    • programa Programa de governo, p. 40

      combater a concentração econômica das grandes plataformas e empresas culturais e garantir espaço para a produção brasileira, popular e independente

    • programa Programa de governo, p. 37

      Combater a censura corporativa e o controle oligárquico dos grandes meios de comunicação.

  7. Foto de Augusto Cury
    Augusto CuryAVANTE70Tende a discordarConfiança média

    Cury é contra controlar as redes sociais, que chama de 'ambiente de liberdade', e o programa diz que 'o desafio não é controlar as redes, mas educar'. Em vez de regulação de conteúdo, propõe taxar pesadamente big techs e responsabilizar executivos, admitindo apenas regulação de conteúdos nocivos a crianças e mais transparência das plataformas. Tende a discordar da regulação.

  8. Foto de Renan Santos
    Renan SantosMISSÃO14Discorda totalmenteConfiança média

    O programa declara "oposição firme a quaisquer propostas de regulação da mídia e da internet que reduzam a margem de liberdade de expressão" e reafirma "estrito compromisso com a liberdade de comunicação". A única regulação que admite é um código de imprensa. Não trata de big techs especificamente, mas a posição de princípio é contra regular plataformas.

  9. Foto de Flávio Bolsonaro
    Flávio BolsonaroPL22Discorda totalmenteConfiança alta

    Em maio de 2026 Flávio chamou de 'decreto da censura' a norma do governo Lula que obriga plataformas a remover conteúdo criminoso sem ordem judicial, tratando-a como ofensiva contra a liberdade de expressão. O programa propõe um 'Tesouraço da Censura' para extinguir estruturas estatais que vigiem ou rotulem desinformação.

  10. Foto de Rui Costa Pimenta
    Rui Costa PimentaPCO29Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa defende liberdade irrestrita de expressão na internet, o fim de todo tipo de censura e a revogação da 'Lei Felca'; o candidato chamou o PL 2630 de armadilha que valida a censura e diz que a regulação cria um 'clima de intimidação permanente'.

  11. Foto de Romeu Zema
    Romeu ZemaNOVO30Discorda totalmenteConfiança alta

    O programa vai na direção oposta à regulação: propõe proibir a exclusão de perfis e a moderação de opiniões pelas plataformas, inclusive por ordem judicial, substituindo remoção por direito de resposta e indenização, e classifica como censura os episódios recentes de remoção de conteúdo e bloqueio de redes.

    • programa Programa de governo, p. 74

      Vedar a exclusão de perfis e a moderação de opiniões pelas plataformas, inclusive por determinação judicial, substituindo esses mecanismos por procedimentos administrativos e judiciais que garantam direito à retratação e indenização, assegurando que o debate público no Brasil seja resolvido pela livre circulação de ideias e não pelo controle de juízes ou empresas de tecnologia.

    • programa Programa de governo, p. 73

      o Brasil viveu nos últimos anos episódios graves de censura, remoção arbitrária de conteúdos, bloqueio de perfis e até suspensão de redes sociais inteiras.

  12. Foto de Wilson Grassi
    Wilson GrassiDEMOCRATA35Sem posição conhecida

    O programa não trata de regulação de redes sociais ou big techs (fala apenas em cumprir a LGPD e reforçar a ANPD). O candidato chamou de 'censura' a suspensão de sua campanha digital pelo TSE, mas isso se refere à aplicação da lei eleitoral ao seu caso, não à regulação de plataformas, e não basta para classificar a posição.

Responder às 22 perguntasVer todos os temasComo classificamos